Letra — Anápolis Furacão
Em Anápolis de Goiás, sob um sol de fundição,
Cinquenta e seis trouxe ao mundo uma alma de furacão.
De Paulo Gomes herdou a têmpera do leão,
De Aparecida Rosendo, a flor e a devoção.
Setenta junhos passaram e ela segue a desbravar,
Guerreira que enfrentou tempestade sem recuar.
Viveu altos e baixos sem a fé desmoronar,
Inteligente na fala, doce no aconselhar.
Traz a emoção tão à flor que não sabe disfarçar,
Coração de porta aberta pra quem chega a visitar.
Ô Gisley, flor anapolina que o tempo fez florescer,
Setenta anos de estrada que ninguém viu esmorecer!
Rainha do tempero que ninguém há de vencer,
Da pesca, da viagem, do prazer de receber.
Que o destino te conceda muito chão pra percorrer —
Hoje a taça se levanta e a festa há de acontecer!
Os três filhos que criou foram seu maior brasão,
Hoje é avó de uma tropa que lhe enche o coração.
Já se anuncia o bisneto numa nova geração,
Pois o sangue dessa dama venceu a translação.
E na panela, gente boa, é puro encantamento:
A melhor das cozinheiras desse imenso firmamento.
Cruza Brasília na lida levando o estudante,
No transporte escolar deixa um rastro caminhante.
Adora um bom anzol, uma estrada adiante,
Um Campari pra brindar e a prosa mais constante.
Caipirinha bem gelada num gole refrescante —
Tem amigo de montão, mas nem todo é bajulante.
Ô Gisley, flor anapolina que o tempo fez florescer,
Setenta anos de estrada que ninguém viu esmorecer!
Rainha do tempero que ninguém há de vencer,
Da pesca, da viagem, do prazer de receber.
Que o destino te conceda muito chão pra percorrer —
Hoje a taça se levanta e a festa há de acontecer!
Então brindem, minha gente, que esse dia é de exaltar:
Dez de junho a Gisley veio o mundo iluminar!
Flor que o tempo não murcha, nem o vento há de levar —
E que mil novas aventuras venham nela aportar.






