Letra — Quando o Impossível Chegou (Versão 2)
[Verso 1]
Tinha um sonho esquecido na gaveta
Rabiscos tortos num papel amarelado
Palavras presas entre café e madrugada
Achando que era cedo
Era tarde
Era nada
Mas alguém clicou num botão
Num segundo
E aquele rascunho ganhou cara
Ganhou mundo
O que demorava anos
Agora é só um sopro
Uma linha de código
E já mudou um corpo
[Pre-Chorus]
Quem diria que um risco na margem
Viraria caminho
Viraria paisagem?
Quem diria que o medo da queda
Viraria janela aberta sobre a terra?
[Chorus]
O impossível chegou
E ficou
A barreira do “não dá” já caiu (já caiu)
Amanhã bateu na nossa porta
Com os pés descalços
Coração febril
Se o futuro sempre foi distante
Hoje cabe na palma da mão
O impossível virou caminho
E a gente virou revolução
[Verso 2]
Numa rua simples de cidade bem pequena
Tem um quadro velho encostado na antena
Um professor cansado
Mas com brilho no olhar
A sala é o planeta quando ele começa a explicar
Uma tela rachada
Mil janelas se abrindo
Aluna na montanha
Outro em barco saindo
Ele monta
Peça a peça
Essa escola invisível
E o seu sotaque vira sotaque do impossível
[Pre-Chorus]
Quem diria aquele giz na lousa
Viraria constelação em toda boca?
Quem diria que uma voz tão só
Alcançaria quem achou que nasceu menor?
[Chorus]
O impossível chegou
E ficou
A barreira do “não dá” já caiu (já caiu)
Amanhã bateu na nossa porta
Com os pés descalços
Coração febril
Se o futuro sempre foi distante
Hoje cabe na palma da mão
O impossível virou caminho
E a gente virou revolução
[Bridge]
Remédios que vestem o nome da gente
Caem no corpo como roupa perfeita
Medi(dos) no medo
Na história
No dente
Costurados na cura que a vida aceita
É como entrar num terno sob medida
Pra dançar mais anos com a própria vida
Cada célula escuta
Entende o sinal
Abraça o remédio como um velho igual
[Break]
A barreira do “não dá” caiu
Caiu no chão
Virou pó
Sumiu (hey!)
Se ontem era tarde pra recomeçar
Hoje é sempre cedo pra tentar
[Chorus]
O impossível chegou
E ficou
A barreira do “não dá” já caiu (já caiu)
Amanhã bateu na nossa porta
Com os pés descalços
Coração febril
Se o futuro sempre foi distante
Hoje cabe na palma da mão
O impossível virou caminho
E a gente virou revolução
[Outro]
Ideias antigas acordam brilhando
Cadernos velhos agora são farol
O mundo inteiro respirando fundo
Quando o impossível virou o nosso sol






